MP apura superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente após pacientes serem atendidos em corredores

  • 28/07/2026
(Foto: Reprodução)
Ministério Público investiga superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente A superlotação no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) é apurada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por meio da Promotoria Regional de Saúde. Isso porque pacientes estão sendo atendidos nos corredores da unidade. A situação foi denunciada à TV TEM e confirmada pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) no último sábado (25), que atribui a alta ocupação ao aumento de casos de doenças respiratórias. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O caso chegou ao Ministério Público, que informou ter o objetivo de atuar junto à Secretaria de Estado da Saúde para abrir leitos nos demais hospitais. No caso do Hospital Regional de Prudente, a unidade é referência em alta e média complexidades para os 45 municípios que compõem a região. Em nota, o Hospital Regional de Presidente Prudente informou que acolhe todos os pacientes que procuram a unidade, realizando o atendimento conforme critérios assistenciais e classificação de risco. Dessa forma, os casos de maior gravidade têm prioridade no atendimento e são encaminhados aos leitos de acordo com sua necessidade clínica. Além disso, a unidade informou que implantou o sistema de triagem fast track, que permite identificar com maior agilidade os pacientes de demanda espontânea, especialmente aqueles com quadros de menor complexidade e baixo risco. O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Presidente Prudente reforçou que mantém diálogo constante com os municípios e as unidades de referência que compõem a região, a fim de garantir os devidos encaminhamentos para os casos de baixa complexidade. “Atualmente, em decorrência da sazonalidade dos vírus respiratórios, entre os meses de março e julho, há aumento da demanda por atendimento nos serviços de urgência e emergência, o que pode ocasionar, pontualmente, maior ocupação da unidade”, descreve a nota. O DRS orienta que, nos casos leves, a população procure os serviços de atenção básica e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), conforme a necessidade assistencial. LEIA TAMBÉM: Com meta de R$ 300 mil para reformar quartos do SUS, Santa Casa firma parceria com a Expo Prudente 2026 IBGE faz pesquisa de saúde em Dracena; saiba como identificar agentes Hospital Regional de Presidente Prudente Google Maps/Reprodução Já o Conselho Municipal de Saúde (CMS) informou que recebeu reclamações recentes sobre a lotação na unidade. “A orientação do Conselho aos pacientes é procurar o Ministério Público e informar que uma manifestação também foi protocolada junto ao Departamento Regional de Saúde (DRS), recentemente.” A situação é alvo de cobranças "há muitos anos" e, inclusive, o CMS já levou a demanda ao governo estadual em diversas ocasiões e ressalta que o órgão não tem poder para fiscalizar diretamente a gestão do Hospital Regional, segundo a nota. Também disse que tem dificuldades de acesso ao hospital, já que o órgão é municipal e o HR é de administração estadual. Atendimento nas UPAs de Prudente Como o Hospital Regional é a principal referência para a região, a falta de leitos impacta as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Até esta segunda-feira (27), 24 pacientes aguardavam transferência nas duas UPAs de Prudente, segundo o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (CIOP), que realiza a gestão compartilhada das unidades com a Secretaria Municipal de Saúde. Desses pacientes, seis já tiveram as vagas disponibilizadas e serão transferidos em breve. O tempo de espera para a liberação de leitos tem variado entre um e sete dias. Ressaltou também que a função principal das UPAs é o atendimento de urgência e emergência, com foco na estabilização inicial do paciente e no seu posterior encaminhamento a unidades de média e alta complexidades, quando necessário. “Durante todo o período em que aguardam a regulação pelo sistema Cross, os pacientes continuam recebendo assistência integral e acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, que emprega todos os recursos disponíveis para garantir a segurança e o bem-estar de todos”, completou a nota. Hospital Regional de Presidente Prudente opera acima da capacidade máxima Relato dos pacientes Uma denúncia encaminhada à TV TEM apontou que pacientes estão acomodados em macas nos corredores do hospital, sem condições consideradas adequadas de internação. A família de um paciente afirma que, apesar de ele ter sido transferido do corredor para um quarto na última sexta-feira (24), a unidade continua operando acima da capacidade, com pacientes acomodados nos corredores e dificuldades para a realização de exames. Segundo os familiares, o paciente realizou uma ressonância magnética, mas ainda aguarda uma endoscopia com biópsia para investigar um possível tumor e um segundo exame, indicado para o tratamento de cálculos na vesícula biliar. De acordo com o relato, a demora ocorre em razão da fila de espera e, eventualmente, de problemas nos equipamentos utilizados para os procedimentos. A denúncia também relata falta de profissionais de enfermagem. Conforme a família, em um dos plantões no setor onde o paciente está internado, teriam faltado vários auxiliares e técnicos de enfermagem, deixando poucos profissionais responsáveis por um grande número de pacientes. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/07/28/mp-apura-superlotacao-no-hospital-regional-de-presidente-prudente-apos-pacientes-serem-atendidos-em-corredores.ghtml


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