Operação contra esquema milionário de fraudes em compras de artigos de luxo prende sete pessoas em SP e no PR
15/07/2026
(Foto: Reprodução) Polícia mira esquema milionário de fraudes em compras de artigos de luxo
Uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 40 mil por dia com fraudes eletrônicas na compra e revenda de artigos de luxo foi alvo da Operação Golden Gift, deflagrada pela Polícia Civil de Presidente Prudente (SP) na manhã desta quarta-feira (15).
Ao todo, 14 pessoas foram identificadas durante a investigação, que cumpriu sete mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão em São Paulo (SP), Cambé (PR) e Londrina (PR).
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As investigações começaram em abril, quando o gerente de uma loja de produtos de luxo de Presidente Prudente procurou a Polícia Civil após registrar um prejuízo superior a R$ 12 mil.
Segundo a corporação, um homem realizou quatro compras pelo comércio eletrônico da empresa, efetuou o pagamento por meio de um link com cartão de crédito e retirou os produtos por intermédio de um motoboy contratado por ele. Horas depois, a loja foi informada pela plataforma de segurança de que o cartão utilizado havia sido contestado por fraude.
Conversas e contatos fornecidos pela vítima ajudaram a Polícia Civil a iniciar a investigação.
Artigos de luxo foram apreendidos durante a operação da Polícia Civil de Presidente Prudente
Polícia Civil/Divulgação
Após pouco mais de dois meses de apuração, os investigadores identificaram outras três lojas de Presidente Prudente que também teriam sido vítimas do grupo, além de dezenas de estabelecimentos em outras cidades paulistas e de outro estado.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou o núcleo da organização criminosa, formado por integrantes residentes em Londrina e Cambé, além de um suspeito apontado como responsável pelas fraudes em dispositivos eletrônicos, morador da cidade de São Paulo.
Como o grupo agia
De acordo com a investigação, os criminosos compravam dados de cartões de crédito fraudados de um hacker e utilizavam essas informações para adquirir produtos de luxo sob encomenda.
Depois, os itens eram revendidos pela internet com descontos que chegavam a 60% do valor original. Conforme a Polícia Civil, uma bolsa vendida por R$ 5 mil em uma loja, por exemplo, era anunciada pelo grupo por R$ 2 mil, utilizando imagens oficiais dos produtos.
Para concluir as compras, os suspeitos faziam cadastros com documentos falsos e contratavam entregadores por aplicativos. As encomendas eram repassadas entre diferentes motoristas até chegarem a Londrina, onde outro entregador fazia a entrega final aos compradores.
Ainda segundo a investigação, todo o processo de compra e revenda ocorria de forma remota, por meio de comunidades em redes sociais.
Artigos de luxo foram apreendidos durante a operação da Polícia Civil de Presidente Prudente
Polícia Civil/Divulgação
Prisões
A Justiça decretou a prisão temporária de sete suspeitos, sendo três homens, de 33, 29 e 35 anos, e quatro mulheres, de 30, 25, 30 e 26 anos.
Conforme a Polícia Civil, eles são investigados por participação em organização criminosa, estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação voltada à prática dos crimes. Todos foram presos durante a operação desta quarta-feira.
Além disso, outros sete suspeitos foram alvo de mandados de busca e apreensão. Um deles já estava preso no sistema prisional do Paraná.
Segundo a investigação, esse grupo responderá por receptação, por suspeita de adquirir produtos de luxo com conhecimento da origem criminosa das mercadorias. Os objetos também foram apreendidos.
Apreensões
Durante o cumprimento dos 12 mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram centenas de produtos de grife e de luxo sem comprovação de origem lícita, além de equipamentos eletrônicos e documentos.
Segundo a Polícia Civil, o material será analisado por investigadores e peritos e poderá subsidiar novas fases da operação, com a identificação de outros integrantes da organização criminosa, de receptadores e de patrimônio adquirido com dinheiro obtido de forma ilícita.
Diversas contas bancárias dos investigados também foram bloqueadas para garantir o eventual ressarcimento das vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava havia pelo menos dois anos e movimentava, em média, R$ 40 mil por dia em fraudes, o que representa um prejuízo estimado superior a R$ 1 milhão por mês às lojas vítimas.
Os suspeitos foram levados às delegacias responsáveis pelo cumprimento dos mandados. Os sete presos permaneceram à disposição da Justiça, e os demais foram indiciados pelos crimes apurados.
A investigação continua.
Artigos de luxo foram apreendidos durante a operação da Polícia Civil de Presidente Prudente
Polícia Civil/Divulgação
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