Tem Solução: Satélite criado por alunos do Sesi e horta orgânica mostram como escolas promovem educação e sustentabilidade
Projetos do interior unem horta escolar e troca de recicláveis por alimentos Um projeto da Prefeitura de Jundiaí (SP) utiliza o cultivo de alimentos orgânicos p...
Projetos do interior unem horta escolar e troca de recicláveis por alimentos
Um projeto da Prefeitura de Jundiaí (SP) utiliza o cultivo de alimentos orgânicos para ensinar educação ambiental a crianças da rede de ensino. A iniciativa Vale Verde, que existe há quase 30 anos no município, mantém uma horta com aproximadamente 50 mil metros quadrados, onde são produzidos alimentos destinados à merenda escolar.
No local, crianças de 4 a 11 anos aprendem, na prática, como os alimentos são cultivados e qual é a importância de preservar a natureza. As atividades acontecem ao ar livre, entre os canteiros, e aproximam os estudantes do processo de produção dos alimentos que chegam à mesa.
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O cultivo é realizado sem o uso de agrotóxicos sintéticos e fertilizantes químicos, seguindo práticas de produção orgânica que contribuem para a conservação do solo e da água.
Em Jundiaí, os alimentos cultivados na horta vão direto para merenda
TV TEM/ Reprodução
A horta produz mais de 120 mil pés de hortaliças por ano, distribuídos em 26 variedades de alimentos. Entre os produtos cultivados estão cenoura, alface e tomate, além de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), como azedinha e vinagreira.
Essas plantas, muitas vezes pouco conhecidas ou confundidas com mato, também fazem parte das atividades educativas. Os alunos têm a oportunidade de conhecer diferentes espécies, entender suas características e ampliar o conhecimento sobre alimentação saudável.
A produção abastece a merenda escolar, permitindo que os estudantes acompanhem parte do caminho percorrido pelos alimentos, desde o cultivo até o prato.
Educação ambiental começa na infância
Além de contribuir para a alimentação dos alunos, o projeto busca estimular hábitos mais conscientes desde os primeiros anos de vida.
Ao participar das atividades na horta, as crianças aprendem sobre a origem dos alimentos, a importância da agricultura sustentável e os cuidados necessários para preservar os recursos naturais.
Verduras cultivadas na horta complementam a merenda na escola em Jundiaí
TV TEM/ Reprodução
Alunos de Itapetininga desenvolvem satélite para medir poluição
Em Itapetininga (SP), estudantes do terceiro ano do ensino médio do Sesi desenvolveram um equipamento para ajudar pesquisadores a monitorar a qualidade do ar. Batizado de ECOsat, o dispositivo tem formato cúbico, com cerca de 10 centímetros de lado, e foi projetado para coletar dados atmosféricos em grandes altitudes.
O projeto reúne conhecimentos de tecnologia, programação e sustentabilidade e tem como objetivo contribuir para o estudo dos níveis de poluição no estado de São Paulo.
Um dos estudantes responsáveis pela iniciativa, Luigi Barros Rechinelli, explica que o equipamento será levado à estratosfera por um balão, que pode alcançar aproximadamente 30 quilômetros de altitude.
Durante o percurso, o ECOsat fará leituras e armazenará os dados em um cartão de memória. Depois que o balão estourar, o equipamento deverá retornar ao solo por meio de um paraquedas. A equipe pretende recuperar o dispositivo para acessar as informações coletadas.
Os dados poderão auxiliar pesquisas sobre a presença de gases de efeito estufa na atmosfera e contribuir para a compreensão das condições ambientais em diferentes localidades.
Alunos do Sesi de Itapetininga participaram do projeto
TV TEM/ Reprodução
Projeto surgiu durante pesquisas sobre sustentabilidade
O desenvolvimento do ECOsat começou no ano passado, durante atividades de pesquisa com estudantes do último ano do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas. A sustentabilidade foi escolhida como tema para orientar o trabalho.
O professor Rodrigo Raffa, responsável pela orientação do projeto, destaca que a experiência permite aos alunos desenvolver habilidades que podem ser importantes para a carreira profissional.
"São habilidades que no futuro vão fazer a diferença pra aquele funcionário que tem conhecimento dessa área. Saber programar um satélite pode gerar oportunidade pra programar outros projetos e resolver problemas da sociedade "
A proposta combina conhecimentos adquiridos em sala de aula com desafios práticos de engenharia e programação, aproximando os estudantes de áreas como a exploração espacial e o monitoramento ambiental.
Equipe conquista prêmios em competições
Satélite desenvolvido pelos alunos monitora o ar em SP
TV TEM/ Reprodução
O desempenho do equipamento levou a equipe a participar de duas competições. Na Olimpíada Brasileira de Satélites, os estudantes conquistaram o quinto lugar. Já na Copa Online de Astronáutica, o grupo ficou em primeiro lugar.
Para os participantes, os resultados representam não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido, mas também a oportunidade de deixar um legado para a escola.
Livia de Gões Rocha, de 18 anos, uma das estudantes envolvidas no projeto, afirma que a expectativa é que a próxima turma dê continuidade à iniciativa.
"A gente deixou um legado pra escola. sobre os satélites , que é algo novo pra gente. E queremos que a próxima turma continue esse projeto e a gente possa auxiliar esses alunos."
A expectativa dos estudantes é realizar o lançamento do ECOsat no próximo ano, quando uma nova equipe deverá assumir a continuidade do trabalho.
Até lá, o projeto representa uma oportunidade de aprofundar os estudos e compartilhar o conhecimento adquirido durante o desenvolvimento do equipamento.
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